7 de jan. de 2026

Poema – Covardias

Não existem palavras
para nomear tuas covardias,
por isso uso o silêncio frio
e frases que já não pedem abrigo.
Palavras ferem,
afastam,
constroem muros invisíveis.
Tu nunca entendeste a dor
que deixaste espalhada pelo chão.
Vestiste mentiras bonitas,
fantasias de bom moço,
troféus de aparência
onde nunca houve amor.
Esperei um abraço
quando minhas lágrimas gritavam,
esperei humanidade
em dias profundos demais.
Recebi ausência.
Rasgaste nossa história
e lançaste ao fogo
tudo o que fomos.
Sem máscaras,
um dia todos verão
o peso dos teus erros.
Não espero mais amor.
Estou pronto para partir.
Deixo o passado no chão
como quem solta um fardo pesado.
Que me esqueças.
Não me chames quando doer.
Lembra do lado que escolheste,
das decisões que feriram
aquilo que mais importava.
Cada lágrima tem valor.
Cada dor tem nome.
E a justiça, ainda que lenta,
cobra tudo.
Carrego cicatrizes invisíveis,
ódio que aprendi a conter,
escolhas erradas que nasceram
da dor que me deste.
Peço apenas paz.
Que um dia enxergues
o valor de cada lágrima derramada.
Pois escolhas erradas
não destroem só histórias,
afastam pessoas,
e deixam vazios
onde antes havia amor.

Poema – Covardias

Não existem palavras para nomear tuas covardias, por isso uso o silêncio frio e frases que já não pedem abrigo. Palavras ferem, afastam, con...