5 de mai. de 2026

O fim de uma era não é silêncio —
é o sussurro de um novo começo,
um sonho tímido de um mundo melhor
ainda vivo no peito dos que resistem.
Mas por que os sonhos morrem antes do tempo?
Por que a esperança se perde no caminho,
como folhas levadas por um vento frio
que ninguém vê, mas todo mundo sente?
Palavras vazias ecoam como promessas quebradas.
E aqueles em quem confiávamos…
onde estão?
Muitos estendem a mão aos que já estão de pé,
e viram o rosto aos que caíram.
Cuidado com quem te aplaude em excesso —
nem todo elogio é lealdade,
às vezes é só conforto disfarçado
para manter você pequeno.
Somos feitos de medo e escolha,
de queda e construção.
Carregamos dentro de nós
tanto o erro quanto o recomeço.
Ainda há tempo.
Tempo de amar sem medida,
tempo de voltar atrás,
tempo de consertar o que o orgulho quase destruiu.
Nenhum filho deveria crescer sem valor,
como se fosse só mais um peso no mundo.
Toda vida pede cuidado,
toda alma pede direção.
Diz… o que habita sua mente?
Que sementes você tem regado?
Ódio? Dor? Medo?
Porque tudo isso cresce.
E cresce rápido.
Um dia, o tempo cobra.
Sem aviso. Sem piedade.
E nesse encontro inevitável,
você vai encarar a si mesmo —
sem máscaras, sem desculpas.
E então vai saber
se foi luz…
ou sombra.
Quem enterra sonhos alheios
cava a própria ruína.
Quem cultiva tempestades
aprende, tarde demais,
a viver dentro do caos que criou.
Porque no fim —
sempre no fim —
a colheita chega.
E a terra…
nunca erra o que devolve.

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